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Ser Do Bem
Epidemia
14/02/2018 | 06h00
Casos de malária aumentaram 48%
A unidade federativa mais afetada é o Amazonas, com cerca de 74 mil ocorrências da patologia no ano passado. Em 2016, foram aproximadamente 45 mil casos

Uma nova atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) revela que a malária avança na região amazônica do Brasil. Em 2016, o país registrou 117.832 casos da doença em nove estados. Em 2017, o número chegou a 174.522, valor que representa um aumento de 48%.

A unidade federativa mais afetada é o Amazonas, com cerca de 74 mil ocorrências da patologia no ano passado. Em 2016, foram aproximadamente 45 mil casos. O segundo estado com maior número de infecções foi o Pará — cerca de 33 mil em 2017, bem mais que os 13 mil identificados em 2016. O Acre registrou cerca de 32 mil casos em 2017, volume significativo, mas que não indica variação muito grande em relação aos 31 mil casos de 2016.

O Tocantins, embora tenha identificado o menor número de casos (71), foi o estado com o maior aumento (223%) em relação a 2016, quando apenas 22 casos foram registrados.

As tendências da região amazônica acompanham a expansão da malária nas Américas identificada pela OPAS em sua atualização epidemiológica. Em 2016, nove países — Colômbia, Equador, El Salvador, Haiti, Honduras, Nicarágua, Panamá e Venezuela — relataram um aumento nos casos da doença. No ano passado, além do Brasil, Equador, México, Nicarágua e Venezuela também notificaram uma elevação do número de infecções.

Diante do atual cenário, a OPAS recomenda que os países da região fortaleçam as ações de vigilância e controle da malária. No início de 2017, o organismo regional alertou seus Estados-membros sobre o risco de surtos, aumento de casos e mortes em áreas onde a doença é endêmica. A instituição também chamou atenção para o possível reaparecimento da patologia em áreas nas quais a transmissão já havia sido interrompida.

A agência da ONU lembrou o caso de países que, apesar de estarem livres da malária ou apresentarem poucos casos, notificaram a transmissão da doença em seus territórios no ano passado. Cuba e Costa Rica informaram em 2017 casos autóctones da infecção. Honduras registrou ocorrências da patologia em uma área onde anteriormente não havia notificação de quaisquer casos.

A OPAS adverte que as conquistas alcançadas para a eliminação da doença podem ser comprometidas se as ações de vigilância e controle em toda a região das Américas não forem mantidas ou fortalecidas.  

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