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Política

Iris propõe escalonar horários de funcionamento do comércio de Goiânia

Postado em: 26-06-2019 as 06h00
Associação deve apresentar pesquisa com dados para instruir a prefeitura pela implantação desta ideia na Capital

Dayrel Godinho

Especial para O Hoje

O prefeito Iris Rezende (MDB) se encontrou com o atual presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) ontem (25). Entre os assuntos, a principal demanda conversada com a Associação foi de que o prefeito pretende alterar horários de funcionamento na Capital. 

Este tema foi debatido durante a reunião na sede da Acieg. O diálogo entre órgãos do município e iniciativa privada reuniu secretários, empresários e vereadores da capital. 

Ainda no campo das ideias, esta proposta, de acordo com o vereador Andrey Azeredo (MDB), deve ter o apoio da Associação, que deve entregar uma pesquisa com dados que têm o intuito de contribuir com sugestões e a posição dos empresários, para apresentar ao prefeito, para que a Gestão tenha mais conteúdo para a elaboração de uma proposta para os goianienses.

De acordo com o que foi debatido na reunião, o prefeito de Goiânia pretende escalonar horários de funcionamento do comércio, instituições educacionais e repartições públicas. O intuito seria diminuir o rush no trânsito nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. 

“Todos saem ao mesmo tempo para escolas e empresas, as crianças, os jovens universitários, os comerciários. Nós temos que encontrar uma maneira para dividir, uns começando mais cedo, outros saem mais tarde para que não cheguem no mesmo horário”, destacou o prefeito após a reunião.

Prefeito defende diálogo com comerciantes 

Para o prefeito Iris Rezende, é importante que os comerciantes estejam dispostos a aderir esta alteração, porque os comerciantes são um dos principais interessados na questão. “No momento em que o setor comercial adere a um projeto como esse, nós já vamos começar a experimentar a solução de um problema que é o rush em horários específicos”. Ele lembra que “até os ônibus que transportam milhares de pessoas ficam paralisados devido ao congestionamento de vias por veículos particulares”. A partir da discussão com a sociedade, um projeto será formulado para viabilizar a iniciativa.

Para o atual presidente da Acieg, Rubens Fileti, que está de saída para assumir a Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), a proposta do prefeito é vista pela Associação de maneira positiva. “É fundamental para essa nova época”, disse. 

“Vivemos momentos de extremo caos no trânsito e quando você tem escola, comércio e todas as atividades começando no mesmo momento, a cidade não suporta mais esse tipo de situação”, afirma. Segundo analisa, o escalonamento “é se alinhar com o que há de mais moderno no mundo inteiro. Se você vai para outros países, isso já acontece naturalmente”, afirmou o presidente em exercício. Para ele, Goiânia pode sair à frente neste escalonamento. “Acho que daremos um passo muito grande para sustentabilidade e mobilidade na capital”, concluiu Borba.

Iris Rezende lembra diz que tem dialogado com setor que, para ele, na administração passada, eram mais próximos. Isso não ocorreu nos dois primeiros anos por que, de acordo com ele, o intuito era se dedicar à tarefa do ordenamento nas finanças para atender “o que a população e o mundo empresarial esperam, que é a realização de obras imprescindíveis para a cidade”. 

Para prefeito, os comerciantes têm sido exaltados na capital, e lembrou que, “durante a formulação do plano diretor, não queríamos chaminés na cidade de Goiânia, e acreditamos no comércio, que hoje é um dos melhores do Brasil”, e afirmou que Goiânia tem sido um pólo para o comércio. 

Reaproximação

O prefeito informou que, a partir de agora está buscando uma reaproximação com a Associação. “Vamos contar com a assessoria da associação comercial em tudo o que ela puder oferecer em ideias, participação e realização de projetos”, comentou o prefeito.  Ele avalia que gestões sem envolvimento de setores sociais, entidades e pessoas, “podem caminhar para o fracasso”. “É aquilo que sempre defendi, um governo participativo. Eu credito muito o sucesso de minhas administrações no executivo justamente a esse espírito”, concluiu.

 

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