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Política

Bolsonaro defende Reforma da Previdência e afirma que pode faltar dinheiro em 2024

Postado em: 20-05-2019 as 16h30
Em evento na Firjan presidente disse que, se reforma da previdência não for aprovada, pode faltar dinheiro para pagar servidores a partir de 2024

Presidente Jair Bolsonaro (PSL) discursando na Firjan. Foto: Agência Brasil

Dayrel Godinho*

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta segunda-feira (20) que falta dinheiro no Governo Federal e que se a reforma da Previdência não for aprovada, em no máximo cinco anos, não haverá recursos para pagamento de servidores na ativa. A frase foi dita pelo presidente durante o evento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), para receber a Medalha de Mérito Industrial.

De acordo com o presidente, o seu governo está limitado, por causa da falta de dinheiro. “Não podemos desenvolver muita coisa por falta de recursos, por isso precisamos da reforma da Previdência. Ela é salgada para alguns? Pode até ser, mas estamos combatendo privilégios. Não dá para continuar mais o Brasil com essa tremenda carga nas suas costas. Se não fizermos isso, 2022, 2023, no máximo em 2024, vai faltar dinheiro para pagar quem está na ativa”, disse.

Durante o evento, Bolsonaro se comprometeu a desburocratizar, para melhorar o ambiente de negócios no País, para que os empresários brasileiros alcancem o sucesso e consigam gerar mais emprego e renda para a população. “O primeiro trabalho que queremos fazer é não atrapalhá-los, já estaria de bom tamanho, tendo em vista [a burocracia] que os senhores têm que enfrentar no dia a dia”, disse.

Para Bolsonaro, os governantes devem se empenhar ainda mais na redução de impostos. Ele citou como exemplo a redução da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível de aviação em São Paulo, de 25% para 12%. “Uma simples variação no ICMS do querosene de aviação faz com que São Paulo tenha mais aviões partindo de seus aeroportos que o nosso aqui, no Rio de Janeiro. Sinal que quanto menos a gente tributa, quanto menos interfere, maior desenvolvimento”, disse.

Ele também lembrou que o seu Governo está implementando projetos para facilitar a vida dos brasileiros. ”A Medida Provisória da Liberdade Econômica, facilitação de licenças ambientais, o aumento da validade da carteira de habilitação de cinco para dez anos e a retirada de radares das rodovias federais”, também foram lembrados.

Reforma tributária

Antes do evento, Bolsonaro afirmou em sua conta no Twitter que, depois da reforma da previdência, a pauta da reforma tributária é prioridade. De acordo com o presidente, a Nova Previdência é a porta de entrada para o progresso do Brasil. “É com sua aprovação que se viabilizam diversas outras ações econômicas benéficas para o país, como a Reforma Tributária, que pretendemos apresentar logo após, compreendendo ser um desejo urgente dos brasileiros”, disse.

Paralelamente, os deputados também analisarão o texto da reforma tributária (PEC 45/19) já em tramitação. Amanhã (22), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara deve votar o relatório sobre a admissibilidade da PEC que foi apresentada pelo deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP). O relator, deputado João Roma (PRB-BA), inclusive, já apresentou parecer favorável à tramitação do texto, na semana passada.

Esta reforma institui o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS) que substitui três tributos federais - IPI, PIS e Cofins -, o ICMS, que é estadual, e o ISS, municipal. Todos eles incidem sobre o consumo. O IBS seria composto por três alíquotas - federal, estadual e municipal; e União, estados e municípios poderão fixar diferentes valores para a alíquota do imposto. (*Especial para O Hoje)

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