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Política
Disputa
12/03/2018 | 06h00
Caiado leva vantagem sobre Daniel
Senador fechou aliança com 11 partidos nanicos, enquanto o pré-candidato a governador do MDB mira legendas como o PP e o PSD

Venceslau Pimentel


Em meio a uma disputa particular pelo apoio do MDB, os pré-candidatos a governador Ronaldo Caiado, senador e presidente do Democratas em Goiás, e o deputado federal e comandante da sigla emedebista Daniel Vilela também travam uma disputa nada silenciosa para atrair legendas de olho numa futura aliança visando as eleições deste ano.

Os dois, que estiveram no mesmo campo político em 2014 e em 2016, sabem que uma candidatura, para ter chances de vitória, deve ter uma base partidária sólida, fator importante para ter tempo de televisão e formatação de chapa proporcional (candidatos a deputado federal e estadual) com musculatura

Enquanto aguardam, para os próximos dias, um posicionamento definitivo do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, para resolver o imbróglio no ninho emedebista, os dois contabilizam intenções de apoio.  Líder nas pesquisas de intenção de voto, Caiado ainda não conseguiu selar nenhum composição com um grande partido no Estado, pois já estão comprometidos com o leque de alianças de José Eliton (PSDB), vice-governador e pré-candidato à sucessão de Marconi Perillo (PSDB).

Sem opção, o senador, aos poucos, mina o bloco de partidos que integraram a coligação de Iris, em 2016, e que poderiam se aliar a Daniel no pleito de outubro. Das seis legendas nanicas – com exceção do Democratas – ele já diz ter acertado com o PRP de Jorcelino Braga (ex-secretário da Fazenda no Governo Alcides Rodrigues), o PTC de Fernando Meirelles, que preside a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), e o PRTB de Denes Pereira, presidente da Comurg. Da aliança de Iris, tem ainda o PDT da deputada federal Flávia Morais, que deve compor com Eliton.

No total, Caiado contabiliza ainda em seu arcabouço de alianças o PMN, PHS, PV, PSDC, PMB, PEN e PPL, dentro do que denominou de “Oposição para Mudar Goiás”. Ele também já tem o apoio do deputado federal Delegado Waldir Soares (PSL) e do deputado estadual Cláudio Meirelles (PR), que já anunciou a sua saída da legenda. Tem mantido conversações com o deputado federal João Campos (PRB), ex-PSDB.

Mais discreto, Daniel Vilela tem evitado anunciar quais partidos já estariam próximo de avalizar o seu nome como pré-candidato. Ao mesmo tempo em que articula para formar aliança, ele tem dividido a sua atenção com um grupo de prefeitos dissidentes que tenta minar a sua pré-candidatura e levar o partido a apoiar Caiado, um movimento liderado por Adib Elias, de Catalão; Ernesto Roller, de Formosa; Paulo do Vale, de Rio Verde; e Renato de Castro, de Goianésia. 

Apesar da tensão, de forma mais aberta, Daniel tem conversado com um partido de expressão. Trata-se do PP presidido pelo senador Wilder Morais, que deve formalizar aliança nos próximos dias. 

Wilder, que assumiu cadeira no Senado, em 2012, na vaga de Demóstenes Torres, cassado pelas relações que mantinha com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pode deixar a base governista porque o seu projeto de reeleição não encontra guarida na chapa majoritária a ser encabeçada por José Eliton. As duas vagas devem ficar com Marconi e a senadora e presidente do PSB, Lúcia Vânia.

Daniel Vilela – que tem na sua retaguarda o seu pai – o ex-governador e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela – já abriu conversações com o ex-secretário de Marconi, Vilmar Rocha, presidente do PSD. Rocha, que tem divergências com Eliton, deixou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Cidades, Infraestrutura e Assuntos Metropolitanos (SECIMA), em dezembro do ano passado. 

Candidato a senador, em 2014, Rocha nutria o sonho de mais uma vez tentar uma cadeira no Senado, pela base governista, cacifado com mais de 1 milhão de votos. Agora pode cair no colo do MDB. Mas as negociações não param por aí. Ele não descarta uma composição com o ex-aliado Caiado. Os dois estiveram juntos, no Democratas, até 2011, um ano depois de se eleger deputado federal, quando se filiou ao PSD. Antes, pertenciam ao extinto PFL.

Mas a cartada mais aguardada no cenário político estadual é a eventual aliança que Daniel Vilela Iris Rezende costuram com Alexandre Baldy. O ministro das Cidades, que vai se filiar ao PP, não descarta disputar a reeleição na chapa proporcional encabeçada pelo MDB. Tudo indica que Baldy vai presidir o PP em Goiás, com o aval do presidente nacional, o senador Ciro Nogueira (PI), no lugar de Wilder Morais. As próximas semanas prometem reviravoltas políticas, que irão ter reflexos nas eleições. 

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