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Política
Resistência
10/03/2018 | 06h00
Iris sai em defesa de secretária da Saúde e faz críticas para apoiadores do Paço
Prefeito atribui críticas à titular da pasta da Saúde a medidas administrativas de correção aos problemas existentes adotadas na área

Venceslau Pimentel*


O prefeito Iris Rezende (MDB) atribuiu ontem as críticas de um grupo de vereadores, inclusive dos que integram a base de apoio ao Paço, à secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué, pela tomada de medidas administrativas de correção aos problemas existentes na área, herdadas de gestões anteriores.

Para ele, a resistência a mudanças, como as que ocorrem na Secretaria, e que vêm sendo implementadas pela titular da pasta, deve ser vista com naturalidade. “De forma que toda vez que você assume o poder, que você tem que tomar medidas para corrigir erros, abusos, crimes até, você despertareações, muitas vezes por parte das pessoas menos informadas”, disse ele ao participar de uma frente de serviços no Setor Crimeia Leste.

Poucos meses depois de assumir a Secretaria, Fátima Mrué passou a ser alvo de duras críticas, movimento encabeçado pelo vereador Clécio Alves, líder da bancada do MDB na Câmara de Goiânia. “Ela tem sido um desastre”, diz ele referindo-se à gestão secretária.

Para não fazer minguar os seus questionamentos, Clécio estimulou a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar denúncias de irregularidades na saúde. Desde então, a secretária tem sido convocada sistematicamente para dar informações sobre o trabalho que tem desenvolvido desde a sua posse, em janeiro de 2017.

Em dezembro do ano passado, ele apresentou requerimento pedindo a prorrogação da CEI por mais 90 dias, sob a justificativa de que diligências constataram irregularidades na Secretaria. Numa delas, no Cais de Campinas, ocorrida na véspera de Natal, Fátima Mrué se deparou com a comissão de vereadores – dentre eles Jorge Kajuru (PRP), Elias Vaz (PSB), Cristina Lopes (PSDB) e Clécio Alves.

A secretária reagiu à forma de ingresso deles na unidade de saúde, alegando que poderia prejudicar o andamento dos trabalhos, com possibilidade de gerar tumulto. “Essas pessoas adentram locais privativos dos pacientes, como enfermarias e salas de observações, onde, às vezes, eles estejam sendo submetidos a algum tipo de procedimento e acabam tendo suas imagens expostas e se sujeitando a infecções de todos os tipos. Do ponto de vista técnico isso é inadmissível e não pode acontecer”, criticou ela à época desse episódio. 


Mudanças provocam resistência, diz Mrué

Diante do bombardeio amigo, a secretária de Saúde Fátima Mrué teria pedido demissão e entregue o cargo, em outubro do ano passado, ato que o prefeito não aceitou. Em uma de suas entrevistas, a secretaria opinou sobre as críticas recebidas. “Mudanças geram resistências, mas estamos dispostos a fazer todas que sejam necessárias para que as pessoas tenham direito à saúde em Goiânia”.

A alegação mais comum dos desafetos da secretária é de que ela não tem acatado pedidos dos vereadores que interferiam na nova política implantada na pasta. Um dos reclamantes é Vinícius Cirqueira (PROS). Mas ela também tem defensores, como Paulo Dayer (DEM), Tatiana Lemos (PCdoB) e Oséias Varão (PSB).

“Implantamos um novo sistema de regulação”, pontuou. Destacou providências em contratos de credenciamento de médicos, como forma de permitir ao município gerir melhor o vínculo de trabalho, a reforma de unidades de saúde. “O trabalho está sendo feito com muita determinação e coragem, quebrando paradigmas que sempre emperraram a boa prestação de serviços de saúde na Capital”, arrematou.


Melhorias

Ao longo desse período, desde que deu posse a Fátima Mrué, Iris Rezende tem defendido a permanência dela. “Quando eu a convidei, o fiz consciente da sua competência e do seu espírito público e da sua seriedade”, destacou Iris, em entrevista ontem à imprensa.


Guarda Municipal

Na entrevista Iris comentou sobre a reunião de prefeitos de capitais com o presidente Michel Temer, da qual participou. No encontro, foi discutida a participação dos municípios na segurança pública. “Na minha fala, um tanto quanto resumida, tive a oportunidade de dizer que é um mutirão permanente dos poderes federal, estaduais e municipais para realmente adotar uma política de segurança pública à altura dos sonhos do povo”, informou.

Iris falou sobre a crise econômica que atingiu o país, atingido a União, estados e municípios, que tem provocado, segundo ele, falência e quebradeira. Para ele, ações como iluminação pública e câmeras de segurança pela cidade ajudam no combate à violência. (*Especial para O Hoje) 

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