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Política
Resposta
16/02/2018 | 08h35
Marconi dá dura resposta à oposição durante abertura de trabalhos na Assembléia
Ao responder ataques da oposição na abertura dos trabalhos legislativos, governador chama de hipocrisia e oportunismo a tentativa de desconstruir sua gestão. Disse ainda que não toleraria a maldade

A abertura dos trabalhas na Assembleia Legislativa de Goiás, ontem, foi marcada por críticas da oposição à administração estadual e resposta dura do governador Marconi Perillo. Ao rebater as críticas do deputado José Nelto (MDB) – que discursou em nome da oposição – à sua gestão, o governador falou em “hipocrisia” e “oportunismo” para “tentar desconstruir um governo sério e responsável”. Marconi admitiu que deixou de lado o discurso "politicamente correto", como ele mesmo se referiu, para rebater a todas as críticas recebidas, e disse não tolerar a maldade, a mentira.

José Nelto foi específico ao frisar para Marconi Perillo que “o poder é político, a autoridade é moral”. O deputado procurou construir todo o seu discurso ao redor de críticas à gestão do atual chefe do Executivo goiano. O parlamentar afirmou que, desde 2015, houve em Goiás um verdadeiro desrespeito aos servidores públicos (leia mais nesta página).

Legado

Último a discursar, o governador, além de prestar contas de seu legado à frente do Executivo estadual, defendeu-se das críticas e garantiu que "retornará à tribuna do Legislativo, quantas vezes forem necessárias, para defender seu legado". Marconi Perillo disse que "nesta tarde farei um discurso que não será politicamente correto. Minhas marcas, atos e gestos sempre se guiaram pelo equilíbrio, sensatez, diálogo, coerência e compromisso com a pacificação política de Goiás. Mas rasgo o oportunismo que sempre foi marca do deputado José Nelto”, disse. Em sua defesa, o governador frisou, veementemente, que em gestões suas nunca perseguiu adversários políticos ou quem quer que seja. “Eu sei o que é ser perseguido politicamente e por que faria isso?”, indagou.

Sobre promessas quebradas de campanha, o governador salientou que o Portal G1 colocou os Estados de Goiás e Maranhão em primeiro lugar no ranking dos que mais cumpriram compromissos de campanha.Ele também defendeu que se tivesse tomado decisões erradas na questão da carga tributária, o Estado de Goiás não lideraria a lista de Estados mais competitivos do Brasil.

Marconi Perillo ainda respondeu às críticas de tratamento indigno para com os servidores públicos. “Nenhum governo valorizou mais, pagou mais em dia e repassou mais reajustes salariais do que os meus. Por isso fui reeleito mais de uma vez por estes mesmos servidores”. 

Governador fala em marcas históricas 

O governador Marconi Perillo afirmou ontem, no discurso de abertura dos trabalhos na Assembleia, que passará o comando do governo para o vice José Eliton, no dia 7 de abril, deixando marcas históricas na gestão do Estado e um legado capaz de continuar transformando a vida dos goianos. “Estou disposto a sempre vir à Assembleia para defender meu legado e honra, quantas vezes for necessário”, disse.

"Goiás viveu profundas transformações nesses quase 20 anos desde o surgimento do Tempo Novo. São avanços expressivos em todas as áreas: da economia à gestão pública, passando pela área social, infraestrutura, segurança, saúde, educação, transparência e, em especial, na prestação dos serviços públicos", disse Marconi. "Não há setor da vida dos goianos sem a presença marcante dos nossos governos. Governo, empresários e trabalhadores deram as mãos para transformar Goiás", afirmou, citando o "espírito de parceria e republicanismo" que moveu seus governos.

Marconi lembrou que iniciou sua vida pública como deputado estadual, mandato em que usou a tribuna da Assembleia centenas de vezes na condição de parlamentar de oposição, sem nenhum temor a qualquer poderoso. “Quando assumi o governo em 1999 fiz questão de usar essa tribuna, que ficou conhecida como a minha tribuna enquanto fui deputado. A tribuna de uma oposição destemida e corajosa da época. Derrubei dessa tribuna, com denúncias minhas, pelo menos dez secretários de Estado”, rememorou. 

“Minhas marcas, atos e gestos sempre se guiaram pelo equilíbrio, sensatez, diálogo, coerência e compromisso com a pacificação política e social de Goiás. Diferentemente do populismo e da hipocrisia”, disse o governador. "Antes do Tempo Novo, os goianos estavam indignados com o descaso e a distância do governo. Médicos, professores, policiais, os servidores públicos de uma forma geral eram desvalorizados", disse o governador. "Dos governos do Tempo Novo surge um novo Goiás, que ainda está em construção e que, mais do que nunca, dependem de nós para que as conquistas se ampliem e se consolidem", afirmou.

"No novo Goiás, os servidores são respeitados e são chamados a tomar parte das decisões. Os serviços públicos são de qualidade, porque são pensados segundo a necessidade de cada cidadão e prestados por servidores valorizados e satisfeitos com suas condições de trabalho", afirmou Marconi. "No novo Goiás, as obras são de qualidade, feitas para durar: estradas de altíssimo padrão, escolas e moradias construídas segundo as técnicas mais modernas", disse.

Marconi afirmou que a segurança pública, a saúde e a cultura são levadas a sério em suas gestões e "têm recursos sempre priorizados e assegurados". "Não há área da vida do cidadão sem a presença do governo. "No novo Goiás há parceria: todos os prefeitos, independente do partido, são respeitados", disse.  

Contra números não há argumento, diz deputado

Ao discursar representado a bancada governista na Assembleia, o deputado Talles Barreto (PSDB) disse que a oposição tem direito de fazer as suas críticas, mas é inevitável reconhecer o legado econômico dos governos de Marconi, “porque contra números não há argumento”. Junto com o crescimento econômico, destacou, houve significativos avanços sociais – como os programas de distribuição de renda e o programa Goiás Sem Fronteira, que proporciona o intercâmbio cultural de jovens goianos em outros países. Ele defendeu que as divergências políticas sejam deixadas em segundo plano, em nome dos interesses maiores do Estado.

Talles também fez referência ao programa Goiás na Frente e o seu volume expressivo de investimentos.  “Uma verdadeira revolução em curso”, disse, citando as principais ações do programa, que “esse governo fundou os alicerces que garantirão o desenvolvimento de Goiás nos próximos anos”, destacou, ao acrescentar que o governo de Marconi “demonstrou competência e fez”. Ele listou cada uma das obras rodoviárias do Estado. “Se eu for falar de cada uma das obras aqui, são mais de cem”, completou, ressaltando que são obras que estão “melhorando a qualidade de vida das pessoas”.

Além dos benefícios macroestruturantes, destacou, o Goiás na Frente evidencia o perfil republicano do governador. “O governo deu a oportunidade a todos os municípios que quisessem receber os benefícios”, afirmou Talles, garantindo que Marconi e José Eliton continuarão a trabalhar com os prefeitos. 

“O revanchismo, o ódio, foram substituídos pela alegria, pela cooperação”, afirmou, referindo-se ao caráter republicano do Goiás na Frente, que, segundo Talles, já repassou recursos diretos para mais de 100 municípios. “Não vivemos mais o tempo cabo do chicote. É o momento da tolerância, do diálogo, da paz”, acrescentou. 

Talles disse que Marconi Perillo compareceu hoje (ontem) na Assembleia Legislativa – pela última vez como governador de Estado no atual mandato, mas está habilitado a voltar em momentos históricos posteriores, por que tem apoio e prestígio da sociedade goiana.O parlamentar encerrou suas palavras reafirmando o compromisso da bancada da situação com a pauta de matérias de interesse do Estado. 

Nelto foca discurso em críticas a tucano 

Ao falar representando a oposição na abertura dos trabalhos legislativos, ontem, o deputado José Nelto (MDB) focou seu discurso nas críticas à gestão do governador Marconi Perillo (PSDB). “O governador de Goiás exerceu muito poder nos últimos anos, mas sem se preocupar com a autoridade moral. Ele queimou todo seu capital moral”, disse, mencionando uma suposta perseguição de Marconi Perillo a opositores políticos no interior do Estado. Durante a fala, ouviu vaias vindas das pessoas que acompanhavam a sessão das galerias da Assembleia.

O parlamentar afirmou que, desde 2015, houve em Goiás um verdadeiro desrespeito aos servidores públicos. “Eles passaram a conviver com salários atrasados e constantes ameaças. Os adicionais de insalubridade e periculosidade foram reduzidos a quase zero. A previdência dos servidores foi alterada para pior”.

Segundo José Nelto, com um déficit bilionário nas contas do Estado, o governador decidiu punir o cidadão goiano o quanto pôde. “As tarifas de água e energia foram reajustadas em mais de 100% desde 2015. O governo também aumentou o ICMS da gasolina para 31%, sendo agora o segundo mais alto do Brasil, e também chegou a dobrar o imposto de transferência de herança e doação, o chamado imposto das viúvas. Só recuou depois de pressão da oposição”.

O deputado citou mudanças no Detran de Goiás que“protagonizou outra punhalada nos goianos”. Segundo ele, Goiás tem hoje a carga tributária mais alta do Brasil. Criticou também o que denomina de indústria das multas vários postos de pedágio no Estado que foram criados, segundo o deputado, para punir ainda mais o cidadão goiano. 

José Nelto criticou o processo de privatização da Celg, apontando como quebra de compromisso de campanha. “E Marconi disse, há dois anos, que a Celg seria vendida por R$ 3 bilhões. No fim, deu menos de 1 bilhão e com uma renúncia fiscal de ICMS de 30 anos, o que é péssimo para o futuro de Goiás”. Sobre as contas do Estado, disse que “o déficit anual total de Goiás, em 2017, é de R$ 2 bilhões, quando não se faz nenhuma maquiagem. A conta centralizadora é hoje o principal instrumento de maquiagem das contas do Estado. O governo anuncia que o saldo negativo da centralizadora é de 500 milhões. A informação real é que que foram utilizados quase 11 bilhões de reais de vários fundos”, explica.Nelto fechou sua fala dizendo que “este governo inviabilizou Goiás pelos próximos 20 anos”. 

(Foto: Reprodução)

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