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Paris vai se tornar ainda mais verde

Postado em: 07-08-2019 às 10h30
A estratégia é criar novos parques e jardins urbanos, acrescentando 30 hectares de espaço verde à capital, além do plantio de 20 mil novas árvores até o fim de 2020.

Aline Bouhid

Paris vai se tornar ainda mais verde, e suas ruas mais frescas com a criação de florestas urbanas, anunciou a prefeita Anne Hidalgo ao jornal Le Parisien. A estratégia é criar novos parques e jardins urbanos, acrescentando 30 hectares de espaço verde à capital, além do plantio de 20 mil novas árvores até o fim de 2020. O plano de 72 milhões de euros criará o maior jardim da cidade no entorno da Torre Eiffel. 

A primeira fase do projeto se realiza numa linha férrea não utilizada, criando um novo cinturão verde semelhante ao High Line Park, de Nova York. Na Europa, as áreas verdes crescem atualmente uma área de 1.500 campos de futebol a cada dia, e a França vem liderando o processo. Isso, apesar dos enormes incêndios florestais testemunhados nos últimos anos, à medida que as temperaturas aumentam.

Quase um terço da França é coberto de florestas, em parte devido ao aumento da proteção e o declínio da agricultura. Depois da Suécia, Finlândia e Espanha, ela é o quarto país mais verde da Europa. Desde 1990, as áreas arborizadas ou florestais da França aumentaram 7%, o equivalente a 90 mil quilômetros quadrados, aproximadamente o tamanho de Portugal.

Segundo um estudo realizado pela Universidade de Zurique sobre 520 grandes cidades no mundo, a partir de agora até 2050, áreas urbanas localizadas em regiões temperadas experimentarão uma mudança climática com efeito equivalente a deslocá-las mil quilômetros ao sul. Outro estudo diferente, do instituto politécnico suíço ETH Zürich, publicado em julho pela revista Science, defende que uma campanha maciça de reflorestamento poderia ajudar a combater a mudança climática. Uma operação de larga escala poderia capturar dois terços das emissões de carbono produzidas pelo homem e reduzir os níveis globais na atmosfera ao seu nível mais baixo em quase um século, propõem os autores. 

Boas práticas

Em Goiás, o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, de Santo Antônio de Goiás, Ph.D. em Agronomia, Adriano Nascente, acaba de retornar da Nova Zelândia, onde trabalhou em pesquisas que determinam o efeito do manejo de carbono em processos relacionados a gases de efeito estufa, principalmente gás carbônico e óxido nitroso. Sua pesquisa concluiu que a adição ou remoção de carbono do solo, técnicas comumente utilizadas na agropecuária, não afetam a liberação do óxido nitroso – 300 vezes mais agressivo que o gás carbônico – na atmosfera. 


* Com informações da Agência Estado e Embrapa

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