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Esporte

Um sucesso longe da praia

Postado em: 02-12-2019 às 14h30
Igor Brito foi jogador profissional de futebol de campo e de salão, se aposentou e começou a trabalhar com marketing, mas só se encontrou no futevôlei - Foto: Felipe André/O Hoje

Felipe André

Pouco mais de 1.600km separam Goiânia de Salvador, a distância da capital goiana para o Rio de Janeiro é de 1.300km, já para Santos é de 977km, mesmo assim foi em uma cidade sem praia que o futevôlei se tornou “febre”. Em pleno centro-oeste, o esporte que se originou nas praias virou motivo de empreendedorismo e ganha cada vez mais espaço, deixando muitas vezes até o futsal de lado como preferência dos atletas e dos apreciadores do esporte.

Empreendedorismo foi a palavra de sorte de Igor Brito, de 33 anos e dono da Arena IG, localizada na Vila Abajá e um dos primeiros locais para a prática do futevôlei de Goiânia, com quase quatro anos de existência. Após tentar a carreira de jogador profissional tanto no futebol de campo e no futsal, chegando a jogar pelo Atlético Goianiense e Guarani, Igor aposentou aos 26 anos após chegar a disputar uma Liga Nacional de Futsal, decidiu se arriscar na publicidade, mas viu no futevôlei uma nova oportunidade.

“A ideia foi pelo empreendedorismo. Hoje a Arena IG não é só um centro esportivo, é um lugar para a família, com shows ao vivo, comes e bebes. Foi também uma maneira de sair da minha rotina, na área de produção e marketing que eu trabalhava antes que estava me estressando. Sempre fui envolvido no futebol e quis me aproximar mais”, ressaltou Igor Brito.

Mas o futevôlei se tornou mais do que um hobby ou um motivo para encontrar os amigos, virou exercício. O esporte se tornou um forte aliado no controle do peso corporal e o motivo é simples: queima cerca de 600 calorias em uma hora de aula.

O cansaço ao fazer uma aula é facilmente explicado, a começar pelo tamanho da quadra, que mede geralmente 18m x 9m. O aquecimento, o treino e o jogo são na areia, o que resulta em menos impacto, porém, mais esforço devido o “peso” extra e a maior exigência para se locomover, as passadas na areia desgasta mais do que a dada em uma esteira, por exemplo. Outro fator é a bola com a qual se pratica o esporte ser um pouco mais pesada do que a do vôlei.

“A pessoa que procura por uma aula na maioria das vezes vem com o intuito de emagrecer, mas na hora que começa o bate bola, vê a energia do futevôlei ela se apaixona e só pensa em jogar. A primeira instância a busca é pela saúde, bem-estar, mas depois se apaixona e quer jogar todos os dias”, afirmou Igor.

Origem

Em função de uma proibição policial que impedia de jogar futebol na praia foi criado o futevôlei. O ex-jogador Otávio Moraes, o Tatá, e sua turma criaram o esporte em 1962, utilizando inicialmente a quadra de vôlei, com espaço e rede delimitados, o que era permitido.

A princípio utilizavam as traves (sem redes) dos campos de futebol de areia em substituição às redes de vôlei, e adotavam regras semelhantes ao vôlei de praia: três toques com a cabeça ou pés e a bola não podia tocar o chão dentro do espaço delimitado. Começaram com 6 jogadores de cada lado, e com a melhoria técnica dos jogadores surgiram as duplas.

O novo esporte foi sendo difundido pelas praias cariocas e crescia o número de adeptos, entre eles alguns jogadores de futebol da época: Jairzinho, Marinha Bruxa, Vavá e Fontana, da seleção brasileira; o argentino Doval, do Flamengo; entre outros.  

Atração para atletas e ex-jogadores

Não são apenas pessoas do cotidiano que gostam do futevôlei. Famosos, jogadores e ex-jogadores praticam o esporte em seu dia a dia. Recentemente o ex-atacante do Atlético Goianiense, Juninho, tornou o gosto um negócio e abriu a sua própria arena em Goianápolis, cerca de 40km da capital Goiânia.

“Sou ligado ao esporte desde os 17 anos. Fui jogador profissional, não tive carreira longa, mas conheci muita gente. Também trabalhei com eventos, conheci muita gente do meio da bola e artística, como Gabriel Gava, Leonardo que são apaixonados pelo esporte porque faz bem. O Danilo (ex-Corinthians, Goiás e Vila), Robston (ex-Vila Nova) que também jogam aqui”, afirmou Igor Brito.

Não tem como pensar em futevôlei e não pensar em Romário, Renato Gaúcho, Ronaldinho Gaúcho e diversos outros jogadores e ex-jogadores que “batem a sua bolinha” nas praias por todo o Brasil.  

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