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Economia

Dólar chega a R$ 4 com guerra comercial entre EUA e China

Postado em: 13-05-2019 às 12h29
Depois de o governo Trump elevar para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em importações, chineses anunciam retaliação aos norte-americanos

Da Redação

A semana começou com o Ibovespa em queda, abaixo dos 93 mil pontos, acompanhando o recuo das Bolsas externas, diante do clima de tensão provocado pelo impasse comercial Estados Unidos e China.

Na manhã desta segunda-feira (13) o Ibovespa tinha queda de 1,99%, aos 92.382,00 pontos. Na sexta (10), o índice encerrou aos 94.257,56 (-0,58%). Dos 66 ativos do Ibovespa, apenas Marfrig ON (0,94%) e BB Seguridade ON (0,04%) subiam.

No mesmo horário, o dólar era cotado a R$ 3,9956, com alta de 1,27%. Na máxima desta manhã, chegou a R$ 4,0052.

A China anunciou nesta segunda que vai impor tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos a partir de 1 de junho. A decisão é uma resposta ao aumento imposto pelo governo de Donald Trump de 10% para 25% nas tarifas sobre US$ 200 bilhões de importações chinesas na semana passada.

O temor de analistas é que esse quadro tenso entre as duas potências mundiais contamine o desempenho de outras economias do planeta. Os impactos econômicos com a nova escalada das tensões comerciais entre EUA e China aumentam o risco de desaceleração da economia mundial, observa o Bradesco.

"Não tem novidades e as que têm são desfavoráveis. Sem perspectiva de alta na Bolsa hoje", diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM.

Ele acrescenta que a alta registrada nesta manhã na cotação do petróleo no exterior é o único fator a dar algum alívio à B3, sobretudo às ações da Petrobras. Os papéis PN chegaram a cair quase 2,00%, mas diminuíram o ritmo de perdas para -1,54%, às 10h54. Vale ON cedia 2,13%.

No Brasil, a agenda também está esvaziada. Os investidores continuam atentos ao noticiário envolvendo a reforma da Previdência, especialmente na dificuldade do governo em fazer articulação, diante da crise provocada entre membros do governo, filhos do presidente Jair Bolsonaro e o "guru" do presidente, Olavo de Carvalho.

Nesta segunda o boletim Focus do Banco Central (BC) voltou a reduzir as projeções para o PIB desde ano, de alta de 1,49% para 1,45%. Foi a 11.ª semana consecutiva de retração

 

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