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Cultura

Dia do Cinema Brasileiro

Postado em: 19-06-2019 as 06h00
Data, celebrada nesta quarta-feira (19), objetiva incentivar as produções audiovisuais no País

Guilherme Melo

Hoje (19), o cinema nacional celebra 121 anos de altos e baixos. A data foi estipulada como o Dia do Cinema Brasileiro pela a Agência Nacional do Cinema (Ancine) com o objetivo de incentivar a produção audiovisual no País. O primeiro filme completamente nacional foi produzido, em 1889, pelo cinegrafista italiano Affonso Segreto.

O filme se chamava Vista da baía de Guanabara, e era um documentário com diversas cenas desse local. Desde então, os irmãos Segreto começaram a registrar os principais acontecimentos, sendo os únicos produtores do País até 1903. A primeira exibição ocorreu no dia 8 de julho de 1896 no Rio de Janeiro. Com grande sucesso, um ano depois já existia uma sala fixa carioca, chamada Salão de Novidades Paris, de Paschoal Segreto, um empresário ítalo-brasileiro.

Segundo o professor de cinema e produtor cultural Lisandro Nogueira, é muito importante ter um dia dedicado ao Cinema Nacional para se conhecer as origens da sétima arte brasileira. “O cinema brasileiro funciona como um grande mecanismo de comunicação, divulgando a imagem e a cultura nacional. Divulga a identidade de nossa nação, não apenas para o seu povo, mas para o mundo, trazendo ainda uma visão para nós, de outros países”, revela o professor.

O Brasil, na opinião do professor Lisandro, é um País com grandes filmes sociais, que recebem prêmios nacionais e internacionais. “Isso vem da grande herança italiana. Atualmente, existem muitas produções de qualidade, mas a divulgação é pouca”, comenta. Lisandro explica que essa pouca divulgação é consequência da origem do cinema no Brasil. “Nos Estados Unidos, a produção audiovisual começou como um mercado comercial, com isso ele ganhou essa proporção. Aqui no Brasil, o grande investimento na década de 1950 foi para a televisão, assim o marketing do cinema ficou em segundo plano”, explica. 

A falta de diálogo com a população, em geral, é outra falha das produções brasileira para Lisandro. “O cinema brasileiro é conhecido por ser uma produção que se preocupa muito com as demandas sociais. Isso é até uma das ‘justificativas’ para ele não competir com o mercado internacional. Mas a linguagem do cinema é muito exclusiva para uma parcela da população, e, com essa diversidade cultural, prejudica o filme”, explica.

Para o produtor cultural, uma solução para esse problema é utilizar elementos recorrentes à ‘Nação Brasil’. “As novelas conseguiram superar essa dificuldade geográfica muito bem, com inúmeros personagens. Sempre é apresentado um personagem ou um elemento que identifica aquela região específica. O cinema poderia se utilizar desta técnica para deixar a linguagem mais acessível para todos”, orienta. (Guilherme Melo é estagiário do jornal O Hoje sob orientação da editora do Essência, Flávia Popov)

 

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