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Cultura

‘De mala e cuia’

Postado em: 18-06-2019 as 06h01
Espetáculo sobre as desventuras entre Dona Zulmira e seu genro, Renato, retorna com 18ª exibição

GUILHERME MELO

Teimosa, mal-humorada e implicante, Dona Zulmira retorna aos palcos goianos, nesta terça-feira (18), às 20h, no Teatro Sesi. Com o objetivo de virar de ‘pernas para o ar’ a vida do genro, Renato, a peça A Sogra que Pedi a Deus é inspirada na obra de Wilson Coca. A adaptação está na 18ª exibição, e conta com a direção e interpretação de Carlos Moreira, junto ao filho, Ítalo Shure, e à atriz Talita Prudente. 

Ítalo revela que o retorno da peça é consequência do sucesso de bilheteria. “Está completando quase um ano e meio que estamos em cartaz, e nunca vimos uma casa vazia. Apostamos nessa peça, porque ela ‘conversa’ com todos os tipos de pessoas, pois conta a história de um casal, um genro que recebe a sogra de mala e cunha, fala sobre relacionamentos, apresenta a visão da sogra, e fala sobre os idosos. É muito raro vermos casas lotadas em Goiânia, até porque não é uma pratica cultural”, diz o ator.

A adaptação conta a história de Dona Zulmira que, com o seu apartamento em obras, resolve se hospedar na casa da filha, Flávia. Trata-se de uma senhora que, não se importando com os problemas do casal – como se não bastasse a sua chegada, por forças alheias, se vê obrigado a cancelar uma sonhada lua de mel no Caribe –, a sua relação com o genro, Renato, é a pior possível em inusitadas situações que levam os espectadores às gargalhadas. Durante o espetáculo, é mostrada a versatilidade do comediante Carlos Moreira, interpretando um papel feminino. E, num fim inesperado, Dona Zulmira dá provas de que é a dona da situação, e, muito pelo contrário, não é a sogra que um genro peça a Deus.

Segundo Ítalo, seu pai precisou de meses para se adaptar com prótese dentária e andar com salto alto. “Na montagem, quase não mexemos no texto de Coca (do autor Wilson Coca). Fizemos algumas alterações para deixá-la mais atual e regional. Com isso, os ensaios foram bem tranquilos. Quem teve mais dificuldade foi o meu pai (Carlos Moreira), que precisou aprender a andar de salto, e teve que ensaiar com uma prótese dentaria dois meses antes da estreia. Hoje, ele já entrega uma perfeita Dona Zulmira, pronta para andar qualquer passarela”, brinca o artista. 

O ator revela que se inspirou em grandes genros da dramaturgia brasileira, como o personagem Agostinho Carrara, de A Grande Família. “Quando fui montar o Renato, pensei em um estilo mais malandro. De cara, me lembrei do Agostinho, o jeito ‘safo’, que quer sempre estar por cima e mais tranquilo com a vida. O Renato é um genro muito gente boa e de bom coração, mas tem aquele 1% de malandragem”, revela. 

(Guilherme Melo é estagiário do jornal O Hoje sob orientação da editora do Essência, Flávia Popov)

 

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