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Cultura
MÚSICA CLÁSSICA
05/12/2018 | 06h00
‘Réquiem de Verdi’ será apresentado nesta quarta (5) e quinta (6)
Importante obra do sinfônico-coral será regida pelo maestro francês Benoit Fromanger

SABRINA MOURA*

A Orquestra e o Coro Sinfônicos de Goiânia, juntamente com o Coro Sinfônico Jovem de Goiás e o Coro Juvenil de Goiânia, apresentam, na quarta-feira (5) e na quinta-feira (6), pela segunda vez em Goiás, uma das obras mais importantes do repertório sinfônico-coral. No palco, o Réquiem de Verdi reúne mais de 250 músicos, entre instrumentistas e cantores, sob regência do maestro francês Benoit Fromanger. 

Segundo o maestro Eliseu Ferreira, à frente da Orquestra Sinfônica de Goiânia, a escolha da obra de Giuseppe Verdi para a apresentação foi de Benoit Fromanger. “O francês já havia realizado um trabalho de alto nível com a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, em Trancoso (BA). Nós o convidamos para essas apresentações justamente por isso, e por ele ter uma bagagem ampla. Essa foi uma escolha de Benoit, e nós topamos. É sempre um desafio, em termos de logística e de espaço. Tivemos de aumentar o palco para acomodar todos os músicos, porém este é um desafio que compensa pelo resultado que provoca. Esta é uma obra das mais importantes, um dos pilares da música coral de todos os tempos. Creio que vale a experiência”, afirma Eliseu.

No time de solistas, o concerto conta com os cantores brasileiros: Ângela Barra (soprano), Mere Oliveira (mezzo-soprano), Hélenes Lopes (tenor) e Sávio Sperandio (baixo). “Esta é uma oportunidade de mostrar para Goiânia o potencial que temos, aqui, também em termos de cantores. O coro profissional e os dois juvenis se unem aos instrumentistas e solistas para executar esta obra, que demanda força para resultar em uma bela apresentação”, explica o Eliseu. “Não é todo dia que se realiza essa obra, que é um sucesso justamente por ter essa massa de artistas que emociona o público, sendo um momento importante no contexto da música de concerto em Goiás”, completa o maestro.

Eliseu afirma que os músicos estão maravilhados em se apresentar para o público por meio de uma obra de tamanha importância. “Estar trabalhando com um artista de alto nível como Benoit Fromanger configura uma experiência inesquecível, principalmente aos jovens que estão emocionados em participar dessa obra –, que também mostra rumos e possibilidades da futura profissão”, diz ele. “Goiás é destaque nacional da música de concerto com três orquestras e três corais oficiais que possuem um fazer musical interessante e acessível. Apreciar os concertos é de extrema importância; sentir o som, a vibração e a emoção é algo diferente”, finaliza Eliseu.

A obra de Verdi

No ano de 1873, Alessandro Manzzoni, um poeta italiano, morreu ao tropeçar nos degraus de uma igreja. Verdi o tinha conhecido, cinco anos antes, e via nele o ideal de artista e patriota, tendo em vista a produção literária nacionalista e os progressos conseguidos na política enquanto Manzzoni foi senador. 

Alguns dias depois, Verdi escreveu ao seu amigo, o editor Giulio Ricordi, e falou de sua intenção de escrever um Requiem em memória do poeta. Parte da música já havia sido composta, anteriormente, em uma composição dedicada ao aniversário de morte do compositor italiano Rossini, mas que nunca havia sido tocada. Verdi e sua esposa partiram, então, para Paris, onde começou a trabalhar na composição do Requiem. No dia 10 de abril de 1874, a obra estava concluída. A estreia foi na Igreja de São Marco, em Milão, no dia 22 de maio, sob a regência do próprio compositor. 

Benoit Fromanger

Internamente reconhecido como um maestro do mais alto nível, o foco de Benoit Fromanger é trazer e compartilhar, em cada concerto, sua abordagem pessoal à música. O músico se destaca pela beleza de sua sonoridade, aliada a um elegante senso de fraseado. Seu respeito com os músicos e o público, sua energia, sua generosidade e sua paixão fazem dele um imperdível maestro nos palcos musicais internacionais.

Nascido em Paris, Benoît Fromanger estudou música e flauta no Conservatório de Paris com eminentes professores como Roger Bourdin e Jean-Pierre Rampal. Foi solista da Orquestra da Ópera Nacional de Paris, durante dez anos, e, depois, da Orquestra Sinfônica da Rádio da Baviera, trabalhando com regentes como Leonard Bernstein, Carlos Kleiber, Lorin Maazel, Bernardo Hai.nk, Zubin Mehta, Carlo Maria Guilini, Daniel Barenboim, etc. Benoît Fromanger valoriza muito essas experiências, os estudos de regência com seu mentor, Valéry Gergiev, além do famoso pedagogo Rolf Reuter em Berlim.

Todas essas influências o ajudam a desenvolver sua sensibilidade, seu entusiasmo e sua musicalidade. Começou sua experiência como regente, em muitos festivais e concertos, onde ele notavelmente dirigiu a Oquestra Metropolitana de Montreal, a Sinfonia da Rádio Eslovena, a Sinfônica da Rádio Suíça Italiana, a Filarmônica de Koblenz, a Orquestra Filarmônica de Bello Horizonte, a Sinfonica de Curitiba, Orquestra Filarmónica de Nizza, a Orquestra Nacional de Lille, a Orquestra Filarmónica de Haia, Concertos Colonne e Concertos Lamoureux (Paris), a Sinfônica de Roterdam e a Sinfônica de Tóquio. Benoît Fromanger foi nomeado em 2004 Professor na Hochschule für Musik Hanns Eisler em Berlim. Desde 2011, é diretor musical e regente principal da Orquestra Sinfônica de Bucareste na Romênia. 

OSG

A Orquestra Sinfônica de Goiânia foi criada, em 1993, pelo maestro Joaquim Jayme e pelo então secretário municipal de Cultura Kleber Adorno. A instituição, uma das unidades da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Goiânia, abriga uma orquestra composta por 75 músicos e um coro de 48 vozes. Funcionou como Fundação Orquestra Sinfônica de Goiânia entre 1995 e 2008. 

Tem como objetivos principais a promoção, a divulgação e a coordenação das atividades de música sinfônica – além do apoio à música de câmara e lírica a serviço do desenvolvimento cultural de Goiânia. Participa ativamente da vida cultural da cidade, com temporadas regulares de concertos nos principais teatros da Capital – além de uma atuação marcante na periferia e na Região Metropolitana com apresentações em praças, parques e igrejas. Nos concertos de sua temporada principal, tem contado com artistas de renome nacional e internacional. 

O maestro Joaquim Jayme esteve à frente da orquestra desde sua criação, em 1993, até sua morte em 2017, excetuando os anos entre 2001 e 2004, nos quais se revezaram na direção os maestros Marshal Gaioso e Emílio de César. A partir de 2018, passou a contar com um núcleo pedagógico, com a incorporação da antiga Banda Marcial de Goiânia, agora transformada em Rede Municipal de Núcleos Musicais, o que culminou na criação de vários grupos de bolsistas e estudantes – Banda Juvenil de Goiânia, Camerata Juvenil de Goiânia, Coro Juvenil de e Orquestra Jovem Municipal Joaquim Jayme. 

A OSGO coordena também, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, vários núcleos musicais em escolas públicas e casas de cultura da capital, com foco na formação musical de crianças e adolescentes e também na conquista de novas plateias. Está, atualmente, sob a direção do maestro Eliseu Ferreira. 

*Integrante do programa de estágio do jornal O HOJE sob orientação da editora Flávia Popov

SERVIÇO

Réquiem de Giuseppe Verdi

Quarta-feira (5) no Teatro Goiânia  Quinta-feira (6) na Paróquia Rosa Mística

Horário: 20h

Entrada gratuita

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