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Estoque de vacinas pentavalente em Goiás não é suficiente

Postado em: 08-10-2019 às 17h40
Segundo o Ministério da Saúde (MS), não há disponibilidade da vacina pentavalente para compra. A situação só deve se normalizar a partir do próximo mês (Foto: Reprodução/ Tv Gazeta)

Daniell Alves

O Ministério da Saúde (MS) repassou apenas 12 mil doses de vacina pentavalente para o Estado de Goiás. A quantidade enviada à Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) é inferior à média de consumo mensal que chega até 27 mil doses. A vacina é a combinação de cinco vacinas individuais em uma. A situação só deve ser normalizada a partir do próximo mês.

Desde 2012, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, oferta a vacina pentavalente na rotina do Calendário Nacional de Vacinação. A recomendação do MS é que as crianças tomem três doses da vacina: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de vida. O objetivo é proteger as pessoas contra múltiplas doenças ao mesmo tempo.

A SES-GO recebeu menos da metade do previsto para este ano. Apenas 145 mil unidades da vacina foram encaminhadas. Desde o início do ano, o Estado deveria ter recebido do Ministério cerca de 300 mil doses da pentavalente. Mesmo com o consumo médio de 27 mil por mês, são enviadas 30 mil como uma forma de precaução. Até o início deste mês, os estoques das vacinas tinham acabados.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde diz que a responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações, responsável pela vacinação dos cidadãos, é compartilhada pelo Governo Federal, estados e municípios, por meio das unidades de saúde. “Os Estados, ao receberem as doses do Ministério da Saúde, se encarregam de distribuir proporcionalmente as vacinas pelos municípios. Por fim, as prefeituras se encarregam de vacinar a população nos postos de saúde”, explica. Segundo o órgão, o objetivo é uma atuação em parceria para que a população fique protegida contra as doenças.

Em Goiás, as doses da vacina foram distribuídas para as 18 Regionais de Saúde para serem direcionadas aos municípios. A orientação foi para que seja realizada a busca ativa das crianças que ainda não foram vacinadas, informa a SES. Em Goiânia, foram enviadas 2,6 mil doses aos Cais, Ciams e Centro Municipal de Vacinação.

Fornecimento interrompido

Conforme explica o Ministério da Saúde, a vacina pentavalente, adquirida por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), foi reprovada em teste de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Por este motivo, as compras com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, foram interrompidas pela Organização Mundial da Saúde/OPAS, que pré-qualifica os laboratórios”, esclarece o órgão.

O MS já havia solicitado a reposição do fornecimento à Opas, mas não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo. “A compra de 6,6 milhões de doses começaram a chegar de forma escalonada em agosto no Brasil. A previsão é que o abastecimento voltará à normalidade a partir de novembro”, informa. Quando os estoques forem normalizados, o Sistema Único de Saúde deve fazer uma busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade entre os meses de agosto e novembro para vaciná-las.

Sem abastecimento desde julho

Atualmente, o país precisa de, normalmente, 800 mil doses mensais dessa vacina, de acordo com o MS. O abastecimento está parcialmente interrompido desde julho e a situação foi comunicada aos estados e municípios. “Por se tratar de um imonubiológico, diferentemente dos medicamentos sintéticos, a vacina não tem disponibilidade imediata. Portanto, embora haja recursos para aquisição, o recebimento efetivo pelo Brasil depende do processo de fabricação e testagem”, diz o MS.

Por fim, o Ministério reitera que não há dados que ensejem emergência epidemiológica no Brasil das doenças cobertas pela vacina pentavalente. Segundo o órgão, neste momento, os estoques nacionais são suficientes para realização de bloqueios vacinais, caso surtos inesperados apareçam. “O sistema de vigilância à saúde monitora continuamente o tema a emitirá os alertas se estes forem necessários”, enfatiza. 

(Daniell Alves é estagiário do Jornal O Hoje sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian) 

 

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