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Vazão do Meia Ponte registra nova queda

Postado em: 10-09-2019 às 06h00
O Estado intensificou a fiscalização neste último fim de semana para reverter a crise do Rio Meia Ponte.

Daniell Alves

A vazão do Rio Meia Ponte chegou a 2,324 litros por segundo (l/s) na manhã do último domingo (8). Com esta quantia, a vazão ficou abaixo da média registrada desde 14 de agosto deste ano – que era de 2,700 l/s. A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) do Estado intensificou a fiscalização para reverter a crise do Meia Ponte.

Em nota, o órgão informa que “foram tomadas providências enérgicas para a retomada dos níveis que permitem manter a estabilização verificada nos últimos 23 dias”. Ao meio-dia do domingo foi registrado um início de recuperação, com 2.887 l/s.A Semad afirma que a fiscalização continuará intensa e ainda mais rigorosa, com a participação ativa das equipes da própria Secretaria e da Polícia Militar (PMGO). “Os que forem alcançados com práticas irregulares serão penalizados com o lacre e até apreensões de bombas”, diz a nota.

Há também um alerta aos produtores que utilizam irrigação. A recomendação é para não efetuá-la durante o dia e atender estritamente aos limites da outorga reduzida em 50%”, afirma o texto. “É preciso autorresponsabilidade de todos. Agir à margem da lei constitui infração e crime ambiental passível de severas punições”, esclarece.

Conforme explica a Secretaria, as ações vão contribuir para que a média da vazão do Rio Meia Ponte permaneça nos 2.700 l/s, “não havendo motivação, nesse momento em que a seca e o calor se estendem, em aumentar o uso de água na bacia”. A nota diz que “é necessário e urgente evitar sacrifícios à sociedade por meio do racionamento e, eventualmente, até da suspensão das outorgas”.

Período crítico

A Semad convida, ainda, os municípios de Goiânia e da Região Metropolitana a participarem de um “esforço comum para intensificar ações de fiscalização contra o desperdício em áreas urbanas, que não são de competência do Estado, com vistas a reduzir o consumo nas cidades”.

De acordo com o órgão, “se todos cooperarem, num grande ato solidário, com certeza atingiremos o objetivo de superar o período crítico da crise hídrica sem necessidade de racionamento ou adoção de medidas mais duras. Pedimos o apoio e a participação de todos”. Por fim, Semad reitera o apelo à população “para que limite ao máximo o consumo de água e evite toda e qualquer forma de desperdício”. Ao concluir, a nota afirma que “cada família pode atuar também como um fiscal no seu bairro, por meio da conscientização de todos para que preserve esse bem essencial para a nossa vida”.

A secretária da Semad, Andréa Vulcanis, destaca o papel da sociedade que, segundo ela, colabora neste momento com a redução do consumo de água. “A Saneago captava 2 mil litros por segundo e, este ano, só 1 mil. Estão vindo 800 l/s do Sistema Mauro Borges. Nós entendemos que esses números refletem, sim, uma economia na cidade”, afirma. “É importante que esses números persistam”, alerta. “Se a sociedade gastar mais, falta água lá em cima e, então, nós entendemos que os setores rural e urbano cooperem neste momento para que possamos atravessar a crise”, pontua. 

(Daniell Alves é estagiário do Jornal O Hoje sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian).   

 

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