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Cidades
Projeto
13/03/2018 | 06h00
Castelo Branco será revitalizada
Empresários pretendem fomentar comércio da região com revitalização. Projeto é feito com base em pesquisas de mercado

Marcus Vinícius Beck*


A Avenida Castelo Branco, no Setor Campinas, deve ser revitalizada em breve. Em entrevista ao O Hoje no fim da tarde de ontem, o presidente da Câmara Temática do Agronegócio da Associação Comercial e Industrial de Goiânia (Acieg), Ricardo Cantaclaro, disse que o projeto visa pôr em prática alternativas que fomentem o comércio da região, que é considerado um dos maiores do País no segmento agropecuário. “Estávamos conversando com o prefeito Iris Rezende antes mesmo de ele assumir a prefeitura de Goiânia, no ano passado”, diz o presidente. 

Os empresários querem colocar em vigor ações que vão desde intervenções na paisagem da via e projetos sobre a mobilidade urbana. A instituição garantiu que as propostas de melhorias não irão gerar grandes quantias aos cofres públicos. Já para a revitalização da Castelo Branco será buscado recursos no âmbito municipal e, se for necessário, em outras instâncias públicas. “Desta forma, o financiamento da via se tornaria mais viável e bem mais fácil de colocá-lo em prática”.

Gerente de marketing de uma loja que vende produtos para animais, Andsson Oliveira, 23, declarou que o projeto de revitalização pode trazer alguns pontos interessantes tanto para comerciantes quando para consumidores. “Mas não adianta pôr um monte de faixa colorida no chão e dizer que isso é revitalização. É preciso fazer um pouco mais do que isso em prol de quem anda por aqui, e daqueles que deixaram de frequentar as lojas da Castelo Branco”, afirma. Às 18h, diz o gerente de marketing, é impossível andar pela Castelo. 

Essa afirmação não é exclusividade de quem transita pelo local. Famosa em Goiânia, a Avenida Castelo Branco é tida como um dos pontos mais importantes e movimentados da Capital. Durante todo o dia há intenso fluxo de pessoas pelas lojas da região. Mas o comércio agropecuarista foi afetado pelo planejamento equivocado da via. O resultado não poderia ser diferente: as pessoas passaram a procurar outras lojas do ramo, ou simplesmente deixaram de comprar na avenida e, com a escolha, evitam estresse e outras dores de cabeça. 

O gerente comercial Luiz do Couto Neto, 56, relatou que a Castelo já teve seus anos áureos, mas agora está sucumbindo ante os problemas de mobilidade. “Há tempos o pessoal vem discutindo projetos de mobilidade para o local, mas até agora nada saiu do papel. Enquanto isso, a gente vem tendo prejuízo, porque tudo mundo pensa duas vezes antes de transitar pela Castelo Branco em determinados horários”, declara. Anos trás, afirma o gerente comercial, o comércio prosperou, porém, ainda sim, é um dos mais movimentados do País.


Cidade

A proposta de revitalização é um dos desafios para a gestão municipal. O projeto do novo Plano Diretor de Goiânia foi finalizado no último mês e já partiu para a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (Seplahn) para que várias regiões da Capital passem a ser habitadas por novos moradores, ou que o comércio seja estimulado. “O projeto de revitalização será feito com base em pesquisas de mercado, pois a intenção é ter um local apropriado para que se receba comerciantes, cargas e consumidores nas lojas. “Nossa ideia é atender bem o cliente e fomentar o comércio da região”, diz o presidente da Câmara Temática do Agronegócio na Acieg, Ricardo Cantaclaro. 

Atualmente, a Avenida Castelo Branco se configura como uma das referências no comércio agropecuário. A intenção da reunião entre o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, e os representantes agropecuaristas é discutir medidas que podem potencializar essa imagem, buscando alternativas tanto para os comerciantes quanto para os produtores que utilizam o comércio, favoreça o crescimento do comércio na região. 


Outros pontos

Os comerciantes e empresários da região da Rua 44, no Setor Norte Ferroviário, pediram em 2016 a revitalização da área e a conclusão de obras que trariam melhorias para o trânsito da região. Assim, o objetivo é desenvolver ainda mais o comércio popular que movimenta mensalmente algo em torno de R$ 560 milhões. Na região, há aproximadamente 19 mil pontos de comércios, que empregam 150 mil pessoas todos os dias. 

Além disso, a região é conhecida como a 3° maior pólo de confecção do país, atraindo turistas de várias regiões do Brasil. Conforme comerciantes, em um único final de semana, a média de gastos dos turistas varia de R$ 5 mil a R$ 8 mil.  


Cidades modernas precisam repensar formas de mobilidade  

Um dos principais desafios às cidades modernas é a mobilidade urbana. Nos tempos atuais, cobra-se cada vez mais para que as pessoas deixem de usar seus carro em detrimento a formas alternativas de transporte, que ainda engatinham no País. O Brasil trilhou o caminho inverso da tendência mundial, e registrou aumento de 400% no índice de vendas de carros nos últimos dez anos, época em que se começou a repensar as práticas de transporte. 

O planejamento de vias que possibilitem essas formas de mobilidade, muitas vezes, são construídas de forma equivocada. Doutor em Transporte pela Universidade de Brasília (UNB), o economista Adriano Paranaíba disse que o problema das grandes cidades, sobretudo de Goiânia, é que os gestores querem “empurrar goela abaixo” as ciclovias. “Na T-63, por exemplo, o município colocou uma ciclovia cujas normas técnicas não atendem os 1,50 metros necessários de distância da rua”, explica. 


Cidade

Segundo o estudioso, é preciso pensar a cidade de forma complexa, e não isolá-la com formas de transporte irreais. Questionado pelo O Hoje sobre a revitalização da Avenida Castelo Branco, no Setor Campinas, Paranaíba afirmou que ninguém, em sã consciência, irá pedalar do Terminal Padre Pelágio ao Centro da Capital. “É preciso ter um plano de mobilidade urbana, uma vez que é necessário refletir acerca do uso do carro”, afirma. “Mas acredito que deve-se deixar livre, conforme o critério de escolha de cada um, a forma irá se mover pela cidade, pois o transporte público é bem ruim”. 


Integração

Outro ponto discutido por especialistas é a integração entre as formas de transporte. De acordo com o especialista em transporte, Adriano Paranaíba, não pode isolar as várias formas de mobilidade. “Muito se diz sobre as cidades grandes e suas formas de organização do transporte público, mas lá se pedala, no máximo, cinco quilômetros. Já aqui a distância percorrida chega a números completamente fora do normal”, explica. (Marcus Vinícius Beck é estagiário do jornal O Hoje, sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian) 

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